Aos 50 anos, a moradora de Barroso, Elma Sheila da Silva Melo, vive uma batalha diária pela sobrevivência. Entre consultas médicas, fisioterapia, medicamentos e limitações causadas por graves problemas de saúde, ela afirma estar enfrentando também uma luta contra a falta de assistência social.
Segundo Elma, ela morou por cerca de 20 anos em São João del-Rei e recebia benefício do INSS devido ao seu estado de saúde. Ela relata ter sofrido infarto, AVC com sequelas permanentes, hipertensão, diabetes dependente de insulina, além de estar enfrentando perda auditiva no ouvido esquerdo e problemas graves de visão, que já exigiram cirurgias e podem demandar novos procedimentos.
Documentos apresentados pela moradora indicam ainda que ela possui Certificado da Pessoa com Deficiência (PCD) e histórico de acompanhamento médico contínuo, incluindo tratamento psiquiátrico e fisioterápico.
No entanto, segundo seu relato, há cerca de três anos seu benefício foi suspenso, situação que agravou drasticamente suas condições financeiras e emocionais.
“Sem meu benefício, não tenho condições de cuidar da minha saúde. Preciso de medicamentos, fisioterapia e acompanhamento médico. Estou em tratamento para depressão e ansiedade por causa de tudo que estou passando”, desabafa.
Elma também denuncia supostos episódios de constrangimento durante atendimentos no CRAS de Barroso. De acordo com ela, além de dificuldades para acessar benefícios sociais, teria sido alvo de deboche por parte de servidores.
“O mês passado me entregaram o papel para receber a cesta básica, mas ela não chegou. Quando fui procurar informações, me senti humilhada e ridicularizada”, afirma.
A moradora questiona ainda os critérios utilizados em seu cadastro social. Segundo ela, sua renda teria sido registrada acima do limite permitido para alguns programas assistenciais, embora afirme não possuir sequer um salário mínimo mensal.
Diante das dificuldades, Elma faz um apelo às autoridades competentes para que sua situação seja analisada com urgência.
“Só quero voltar a ter dignidade, cuidar da minha saúde e ser tratada com respeito.”
A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Secretaria Municipal de Assistência Social e da coordenação do CRAS de Barroso, caso desejem apresentar esclarecimentos sobre as denúncias relatadas pela moradora.
Como ajudar
Quem desejar obter mais informações ou prestar algum tipo de auxílio à moradora pode entrar em contato diretamente com Elma Sheila da Silva Melo pelo telefone:
📞 (32) 99809-2513
A reportagem continuará acompanhando o caso e permanece aberta para ouvir todas as partes envolvidas.




























