No dia 11 de outubro, o filme “Princesa Macula e O Canto Triste” fará sua estreia, trazendo
às telas uma narrativa que celebra a tradição congadeira e a transmissão de saberes entre
gerações. O curta-metragem, produzido pela comunidade congadeira de São Dimas, em São
João del Rei (MG), conta com a participação do grupo “Moçambique e Catopé de Nossa
Senhora do Rosário e São Benedito” e capitães convidados de Santa Cruz de Minas e
Ritápolis. A estreia será no pré-feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças, com
exibição presencial na Capela do Rosário na Comunidade São Dimas.
O filme retrata a história de Macula, uma menina de 10 anos que se prepara para sua coroação
como Princesa Conga. Enquanto a cerimônia se aproxima, Macula desvenda os significados do
legado ancestral que carrega. A narrativa, voltada ao público infanto-juvenil, dialoga
diretamente com a realidade da comunidade São Dimas, um território historicamente marcado
pela tradição congadeira, mas que hoje enfrenta desafios devido à falta de engajamento das
novas gerações.
Além da estreia presencial, o filme estará disponível online de forma gratuita no YouTube da
produtora Efigênia Audiovisual (https://www.youtube.com/@efigeniaaudiovisual7835 ). Também
já está disponível o site oficial do filme (https://www.princesamaculaeocantotriste.net), onde
escolas e cineclubes podem solicitar o acesso ao arquivo do filme e ao material educativo,
especialmente desenvolvido para atividades pós-sessão, promovendo o letramento racial e a
educação patrimonial sobre a cultura popular.
O filme é uma iniciativa da diretora Mayara Mascarenhas, cineasta e segunda capitã do
“Congado da Maria”, movida por suas referências pessoais como herdeira da tradição
afromineira. A obra é dedicada a sua avó Macula e sua mestra Capitua Maria Auxiliadora
Mártir.
O projeto foi realizado por meio da Lei Paulo Gustavo do Estado de Minas e busca, além de
sua dimensão artística, atuar como um instrumento de valorização e educação cultural. Ao
resgatar elementos dessa cultura popular, “Princesa Macula e O Canto Triste” também
desempenha um papel importante na manutenção e revitalização dessas tradições para as
futuras gerações.
Viés Sócio-Educativo:
O filme tem como uma de suas principais metas criar pontes entre o imaginário infanto-juvenil e
a tradição congadeira, multiplicando as representações culturais para as novas gerações. Com
a participação de mestres da cultura congadeira, o filme busca resgatar o interesse da
juventude por essa tradição popular que tem sofrido com o desinteresse das novas gerações.
Para isso, a narrativa adota elementos de realismo fantástico, preservando o mistério como
parte fundamental dessa cultura. Além disso, o curta será disponibilizado online e
gratuitamente e contará com exibições presenciais nas comunidades congadeiras de São João
del Rei, Santa Cruz de Minas e Ritápolis.
A estreia em 11 de outubro marca uma oportunidade única para o público mergulhar nessa
cultura rica e cheia de significados, repleta de memórias, resistência e ancestralidade.
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