Gestão municipal, através da Secretaria de Meio Ambiente, implementa aterro controlado e estabelece
cronograma de quatro anos para recuperação ambiental plena com investimentos de R$1,5 milhão nesta 10
fase do projeto.
A Prefeitura de São João del-Rei, anunciou um investimento estratégico de R$ 1,5 milhão destinado
à modernização do sistema de tratamento de resíduos sólidos do município.
O aporte financeiro marca o encerramento definitivo do antigo lixão a céu aberto, que por décadas, representou um passivo ambiental crítico para a região. Com a nova gestão, a área foi convertida em um aterro
controlado, uma etapa técnica intermediária e necessária para a remediação do solo e a organização
logística do descarte urbano.
A mudança no cotidiano é visível e imediata. No modelo anterior, o lixo era simplesmente
despejado e permanecia exposto sobre a terra, sujeito à ação do tempo e à proliferação de doenças.
Atualmente, sob a coordenação da administração municipal, e da Secretaria de Meio Ambiente, o
processo segue um rigoroso protocolo técnico: assim que o caminhão coletor realiza o despejo do
lixo, tratores efetuam a compactação e a cobertura imediata do lixo com camadas de terra.
Este procedimento isola o lixo, impedindo o acesso de animais e minimizando a exalação de odores,
dentre outros benefícios diretos.
É fundamental compreender a distinção técnica entre as modalidades de descarte. Enquanto o lixão
é uma forma inadequada e sem qualquer controle, o aterro controlado utiliza engenharia para
diminuir os impactos ambientais, cobrindo os resíduos e controlando o acesso à área.
Já o aterro sanitário, que é a meta final do município, consiste em uma estrutura mais complexa com
impermeabilização total do solo, sistemas de drenagem de gases e tratamento de efluentes,
operando sob licenças ambientais rigorosas.
A administração municipal formalizou o compromisso com o Plano de Recuperação de Área
Degradada (PRAD), com o Ministério Público, um documento técnico que estabelece as diretrizes
para a reabilitação do descarte do lixo local.
O cronograma prevê que, em um prazo de 4 anos, a área do antigo lixão seja totalmente recuperada. Durante este período de transição, o uso da área atual, ocorre sob um acordo temporário, que prioriza a contenção de danos e a preparação do terreno para sua futura desativação total.
Os benefícios da nova gestão extrapolam a questão estética. A cobertura diária dos resíduos elimina
a presença de urubus e outros vetores biológicos, como ratos e insetos, que são transmissores de
diversas patologias.
Além disso, o controle rigoroso do descarte é um passo decisivo para a proteção das nascentes e do lençol freático. Ao organizar o aterro e planejar a recuperação da área, a prefeitura atua diretamente na contenção do chorume, o líquido poluente gerado pela decomposição da matéria orgânica, evitando que ele atinja o solo de forma descontrolada.
Ao final deste ciclo de quatro anos, São João del-Rei atingirá o patamar exigido pela legislação
ambiental. A partir de então, todo o resíduo produzido pela população será obrigatoriamente
destinado a um aterro sanitário devidamente licenciado, encerrando um ciclo histórico de
negligência ambiental e iniciando uma era de sustentabilidade real.
“A transformação do lixão em aterro controlado não é apenas uma mudança de nome, mas uma
mudança de postura de política pública, diante da saúde da nossa população e da preservação do
nosso patrimônio natural”, afirma o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Fábio da Silva.
Com este investimento e o cumprimento rigoroso do PRAD, São João del-Rei se posiciona como
uma referência regional na responsabilidade socioambiental, garantindo um ambiente mais seguro e
saudável para as futuras gerações


























